sexta-feira, 13 de junho de 2008

Amigos.

Há pessoas.
E pessoas.
Há palavras.
E pouco entendimento.
Onde muitas vezes um olhar é tudo.
Não é preciso estar junto. Mas poder estar é fundamental.
Poucas visitas ao meu número.
E se ainda assim boas energias fossem enviadas: não reclamaria.
Outro dia escrevi uma carta à punho - fato raro: pessoa merecida.
E em quantos dedos da sua mão você conta seus amigos?
Aprendi a contar há alguns dias.
Às vezes as palavras secam...e nem por isso deixa-se de ser compreendida.
É fácil dizer que não.
É mais fácil ainda formular conjecturas a partir da sua cabeça engessada.
Sim eu tenho amigos...e me valem os que eu tenho. Não mais desejo a quantidade daqueles tempos de escola.
Desejo a qualidade do nosso riso, das nossas tardes, das nossas conversas soltas...
E o que seria de nós sem nossos amigos?
Um segundo aquém na vida.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Auto-ajuda?

Os cabelos ainda molhados e a pressa de uma vida curta.
Lá estava ele....deitado em algumas roupas sujas.
Embalado pelas músicas de sempre.
E aquelas idéias compactas de um universo a me chamar.
Capa vermelha.
Letras douradas.
Título piegas.
Vida louca.
Apanhei mesmo relutante. Li três páginas.
Não era bobo, mas não era belo.
Até então era apenas inútil.
Me enganei.
Como várias vezes o faço.
O livro pela capa? Talvez.
Guardei-o na bolsa e me recusei a expô-lo.
Seria ridículo se o fizesse?
O que pensariam de mim, dentre tantas outras coisas que já pensam?
Sim...era um livro de auto-ajuda.
Um estímulo extra.

sábado, 7 de junho de 2008

É disto.

[Palavras]
Há um risco - quando se fala de menos ou demais.
De não ser compreendida.
De ser mal entendida.
De ser mal quista.
Este é meu risco - meu quase riso.
E ainda assim nada vai mudar por aqui.




[Aquelas provas.]
Aqueles autores que já conheço - assuntos não tão conhecidos assim.
Um objetivo palpável.
Uma preguiça de uma semana.
E a coragem?? Disse-me que na segunda voltaria das férias!
Ainda há muito tempo.
E poucos dias.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Esclarecimentos, pensamentos e desabafos.

[Esclarecimento rápido]
Criei um blog a um tempo atrás. Assim que concebi a idéia o primeiro nome que me veio foi "a flor jasmim". Depois de interromper o antigo " todas as cores" decidi que nada me faria desistir desta flor. E assim tenho feito. Escrevo quase que diariamente - uma descarga mental. Por isso, acredito que nem sempre as minhas palavras são as mais interessantes...mas são minhas.



[Pensamento]
Algumas palavras quando não dizem muito, dizem nada.

[Pode-se acreditar que sabe muito bem do que tudo isto se trata, mas na verdade não entende nem um minuto além do que realmente é.]
Tenho estado estranhamente tranquila.
Serenamente decidida.
Paradoxalmente feliz.
As pessoas pensam e falam - escutam demasiado mal. Então isto não tem sido o mais importante.
Dividimos um sorriso frouxo, alguns pensamentos, histórias antigas - uma semelhança maior do que poderíamos imaginar.
Sim, tem sido muitíssimo bom sentir a vida.
Saber que tudo isso, ainda que não seja, nunca vai deixar de ser.
Um dia de cada vez.
Cada coisa no seu tempo.
A nossa alegria ao fim do dia.




[Pausa relevante - desabafo.]
A propósito e tendo em vista a conotação pública deste meio, é notório o interesse que se instalou sobre tudo quanto está por aqui. E não me refiro aos meus queridos Conselheiros que sempre com ótimo humor tem demonstrado uma curiosidade especial por minhas palavras. Agradeço às críticas e elogios de todos aqueles que fazem parte do meu fantástico mundo.
Um pedido:
Não esperem que o subjetivismo peculiar de cada leitor se transforme na minha verdade - essa é a diferença sutil.





quinta-feira, 5 de junho de 2008

Ontem à noite.

[Noite I]
Aquelas conversas antigas.
O nosso ambiente de todo dia.
Não os mesmos olhos.
Não os mesmos risos - uma mágica estática.
Os dias tem sido azuis e as manhãs adormecidas na brisa leve de Junho.
Ainda assim os novos sonhos ainda encontram obstáculos.
E uma boa rede ao fim do dia tem sido um bom motivo para sorrir.
A celeuma maior: onde pôr as mãos?
É a nossa liberdade.
-las onde quiseres.
Agora isso já não faz mais tanta diferença.




[Noite II]
Dispersa na fumaça que engolia.
O espaço de um segundo.
O Bar da avenida.
Uma (quase) vida inteira.... e tudo mudou.
As músicas eram ininteligíveis e o corpo semi dormente sabia das náuseas eminentes.
Onde tudo se perdeu?
A quanto tempo se perdeu?
[Constatação: há tempos se perdeu]
E isso nada tem a ver com amor.
Ainda é amor - não o mesmo.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Mensagem.

Uma dúzia de palavras.
Talvez o resumo sofrido de alguns dias - ele sabe onde me encontrar.
Uma dor que já conheço.
Perguntei-me o que fazer.
Fazer como? Eu nunca poderia abreviar algo que não me pertence - mas que infelizmente fui responsável.
Estou sendo sincera comigo, com quem me ama e com quem eu amo profundamente. E outro dia numa rede, e depois de alguns tragos, alguém me disse que o amor não se demonstra apenas com palavras.
É a mais sincera verdade.
É a minha verdade.
É a ela que devo obediência.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Resfriada.

[Curioso, tão quanto quando tudo era estranho - estranho a mim.
Nunca estive presa a algo que não fosse eu mesma.
Errei ao crer que o mundo me sufocava.
Era apenas o medo de andar de bicicleta - como quando nossos pais retiram as rodinhas de apoio. Alguns goles de gim, cerveja, caipirinhas e palavras inebriantes clarearam o que nunca foi escuro, mas que simplesmente não podia ser visto.
Tenho distribuído gargalhadas e silêncios sinceros.
Me expandi de mim mesma e os momentos que alternam a tristeza e a alegria de toda a vida me ensinam que só hoje é o dia mais importante desta vida.
Tenho 21 anos.
Apenas 21 anos....
Alguma coisa aqui dentro ou mudou....ou voltou a ser.]



Aqueles velhos amigos....ah sim aqueles. Eu sempre soube que eles estariam lá. Um bar na zona sul e uma coca-cola pra esfriar o Sol.
"
Essa menina gosta de gargalhar einh?" - produtor musical Aclive.
É...já passei dos 15.
Ainda tenho quem cuide de mim.