quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A infame.

Ela fala enquanto durmo
Meio tagarela-muda-irritante.

E sorrateiramente impõe um pesar.

Confabula, distrai... machuca.

E pisa em facas afiadas, que lhe cortam a alma.

Ela é suicida.

tiro no pé, cria situações e depõe contra si mesma.

È o avesso do avesso.

-Inimiga íntima.

Então, ela tem compaixão por seu substrato.

Lhe consome aos poucos.

Lhe dá um descanso diário.

Mas onde pode, põe seu dedo.

Inconstante.

Irritante.

E rouba lágrimas daquilo que lhe convém.

Ora, como querer que a entenda se tampam-lhe os olhos?

Nunca é exatamente como alguns querem ver.

Ela sabe disso,

Como tantas outras coisas que ignora....

Aos montes.

De maneira infame.

-unicamente.

Audiência.

Eles descem do quadrado que lhe cabem.
As menores grades que possuem.
Móveis.
E os transeuntes são seus cúmplices.
Na decência quase contínua de seus olhares indecentes.
Atados pés e mãos.
-Macacos de circo.
Pláteia atenta a cada movimento dos abraços recebidos.
[Eles tem quem os ame]
Páram tudo.
O trânsito, o dia, o trabalho alheio.
São macacos de circo.
[O mesmo circo que criamos dia a dia]
Suas cabeças baixas, sombras negras, tempo de uma hora.
Eles vão voltar ao seu maior quadrado.
Às suas grades, antes que o dia acabe.
E os olhos curiosos que os perseguem
Nada mais são do que os meus também.
- Lúdicos.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

bobagens afins.

Alguém diga para mim:
Você tem prioridades?
E se as tem, tem em quanto?
Pôr coisas na frente não seria deixar algumas coisas para trás?
A mulher lixou minha unha.
-Eu odeio lixas.
Mas como fazer esta lista,
Se ainda nem se foi?
Mais do que lixas odeio ser pega desprevenida.
Sem ter o que dizer.
Me dê dez segundos e rapidinho eu faço uma graça - sem graça.
Não é bondade, meu bem.
Nem maldade!
Mas o silêncio é o melhor companheiro de quem tanto fala.
Então, vamos lá.
Brincar de sermos gente
- Civilizadamente.
Enquanto eu trato de esquecer o que nem lembrava.







[Direto da Central].

Tá.
E eu também nem sei matar ninguém,
Mas qualquer pessoa sabe que nosso código dá a cada um de nós o direito de matar uma só pessoa.
Réu primário, bons antecedentes e por aí vai!
[nem por isso saiam matando pessoas por aí, ok?]
O cara bebeu duas cervejas - lhe atribuíram nove.
não quis pagar a conta, já estava de saída e faltou-lhe o ar.
Não que ele tivesse asma, mas o ar faltaria a qualquer pessoa que fosse enforcada com o próprio cinto.
Lição número 1: beba.....mas não esqueça de contar as cervejas e pagar!
O pior vem aí.
O outro cara lá não gostou do suposto calote e juntamente com outro usaram indevidamente o cinto alheio.
Se não bastasse, já com o presunto em mãos enterraram-no atrás do 5° batalhão
Perto do mesmo bar em que bebiam.
Lição número 2: alguém enterraria um presunto atrás da polícia?
Enfim, e sem mais delongas.
Modus Operandi propício aos sacos de cimento.
Cadeia para um.
Liberdade para mais um foragido.
E ainda nem conversei com a família.
Ou seja: vou perguntar direitinho como foi realmente o babado!















leia-se em alto e bom som: FÉRIASSSSSSSSSS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O olho que (quase!) nada vê.

Ha.

Não resisti à Maysa.
Agora eu olho pra você e você olha para mim.
Meio estático, mas enfim.
São só um par de olhos.
-Que (quase) nada vêem.

De repente.

Ah, sim sim.
Ás vezes brinco de palavras.
E elas brincam comigo.
Então sempre sai alguma bobagem.
E eu transcrevo um colorido no negro.
As vezes meu, às vezes seu.
As vezes e por vezes até de ninguém.
Mas minhas por excelência.


Uma ótima semana(atrasado ?....hoje já é terça.)






Seus sapatos coloridos
Flanelas ao avesso
O nublado do céu lhe consome
O tempo que não tem
Se os cabelos lhe dissessem
Diria algo ou coisa alguma
Ela passeia sob o Sol
Folhas velhas em letras
Quase muda-cômica-cruel
Sua mente vale mais do que isto.
Vai então...
Vais.
Vais até onde não puder mais ir.
Os jardins que já não lhe cabem
Flores te darão
Até não mais poderes rir.





[pé?!]

Só pé de pedir.
Então, pede de toda maneira assim.
E se só pé..
Pede pra mim?
Pé de pedir ou coisa assim.
Ah, pé!
Se a pé fosse.
Eu mesma pediria para mim.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Triplo.

[ Câncer.]
Neste meio tempo.
Me vieram palavras não minhas.
E me disseram de alguns caminhos novos que se seguem.
Algumas vidas que mudaram.
Alguns instantes partidos.
Algumas lágrimas derramadas.
Sim, as palavras não eram minhas.
Minhas eram as lágrimas compulsórias por uma vida.
Que mesmo não sendo minha.
Me afeta o coração.
Então, boas orações a uma pessoa querida.



[No sanduíche de sábado]

E eu achava.
Achava tanto.
Que não estava ouvindo.
Mas lá no fundo ela tocava.
E eu sei bem como ela diz:

More than words

"Saying 'I Love you' is not the words
I want to hear from you
It's not that I want you
Not to say But if you only knew
How easy it would be to show me how you feel
More than words
Is all you have to do to make it real
Then you wouldn't have to say
That you love me cause I'd already know
(...)
Now that I've tried to
Talk to you and make you understand
All you have to do is
Close your eyes and just reach out your hands
And touch me hold me close
Don't ever let me go"



[ Faz mal]

Tomar uns goles de cerveja.
O seguinte: obrigada pelo conforto.
Você sabe do que eu estava falando.
Tão quanto eu mesma.
E nós mulheres tão aparentemente espertas.
nada mais somos do que nós mesmas.
Perdidas na imensidão de tudo.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Busca.

A felicidade consiste exatamente em saber que se pode ser mais feliz.

[pari isto no banheiro]



Não saber o que buscar.
Não diz o que não se busca.
Talvez até, buscasse algo.
Há algum tempo quando não se sabia.
Mas se busca algo que não se vê.
São seus olhos ou os meus?
Cegos na imensidão.
Atropelados pelos desejos,
Pressa,
Insegurança.
Dizer que não dá certo
Não é prova de si.
Só não se sabe da onde.
Nem tem como fugir.
Oras, então busca-se exatamente o que não se pode achar
Na tentativa de poder buscar sempre.
-O que nunca se pode ter