quinta-feira, 8 de maio de 2008

Lido.

Quem morre? [Pablo Neruda]

Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o preto no branco
e os pingos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.













Eu
vi Drummond. Vi Shakespeare. Vi Neruda.
Alguma relação atemporal??
Você lembra do verde?
Do céu cinza-lilás?
da chuva fina?
Sabe do que eu estou falando.......??!!
Tem tanto medo quanto eu??



Concordo plenamente. [Impassível].
Os poetas não são nem de longe burros
.

Raul Lopes.

O céu estava novamente cinza-lilás e depois de comer alguns chocolates a idéia era tomar banho de chuva. Quando se é criança escorregar no terraço cheio de sabão, pular o muro, dar cambalhotas e tomar banho de chuva nem de longe parece ser algo perigoso. Quando crescemos viramos aquele mesmo adulto chato que nos manda sair da chuva para não pegar um resfriado.... tive medo da chuva. Melhor dizendo, dos raios. Então mesmo com minhas havaianas douradas não me arrisquei a me expor. Peguei as chaves do carro e fui dar uma meia volta no quarteirão - de janela aberta. Molhei o carro inteiro, mas aquela falsa sensação de segurança me aliviou o juízo. [A mesma falsa segurança que me acompanha.] Molhei as mãos.
Molhei o rosto.
O Sol tinha dado lugar a nuvens encharcadas.
Choveu pouco. O suficiente.

Depois desta meia volta na chuva decidi oxigenar o cérebro e fazer uma caminhada. Pessoas sedentárias como eu devem se render ao menor indício destas aspirações. Foi o que fiz. Caminhei 4 km calada...o silêncio dos deuses e a respiração aguda...prometi a meus pobres músculos doloridos que irei todos os dias no fim da tarde à avenida das caminhadas. Resta saber se amanhã será diferente.
Eu e minha calça azul.
E o suor frio a escorrer......

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Azuis....

Dilatei as pupilas depois de três horas de espera por uma consulta de dez minutos.
Colírio alucinógeno.
(conclusão: hoje é quarta, mas até 5 segundos atrás acreditava ser terça).
Quanto vale seu tempo?
Vale 0,5 a mais de miopia + os olhos azuis do Dr. Artur(que olhos!!!)

Enquanto esperava no meu breve tormento, tive a ligeira sensação, que alguém teve, de não enxergar muito bem com a pupila dilatada.
Ri sozinha tomando chá de canela.
Mamãe me perguntou quando eu tinha pintado as unhas de vermelho - pintei a dos pés.
Ri por saber que ninguém poderia ler meus pensamentos.
"Que foi Caroline? Deu agora pra rir sozinha foi?!


Vi o pôr-do-sol de maio.
Pode parecer suspeito....mas é o mês mais lindo do ano.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Milho verde.

Pintei as unhas de vermelho.
Decidi mudar mais alguma coisa em meu cabelo.
[O que será que o governador está pensando??]
Tédio.
édio
dio
o.dio.



\Não caí da cama e percebi.


Há muito tempo desconfiava............................................................................................
















Eu nasci para ser feliz, e no mínimo vou fazer você rir um bocado./







segunda-feira, 5 de maio de 2008

Cultura de QUINTA(feira!)

?TRÊS por QUATRO?

Nome: Caroline Alves de Neiva
Idade: Quase 21 anos!
Local de nascimento:No calor de THE.
Peso: Você acredita quando uma mulher diz isso?? Ela deve estar mentindo... Mesmo assim se quer saber..60kg!
Altura:1,65m (está ótimo para mim!)
Estado Civil: De direito? Solteira.
De fato? Namorando.
Apelido de infância: "Sensacional" (sim...aquele dentuço que fazia a propaganda da JELTA.)
Qual é a sua maior qualidade? Sinceridade.
E o seu maior defeito? Ter todos os defeitos, inclusive aqueles que todos dizem não ter!
Qual é a característica mais importante em um homem? Caráter, hombridade.
E em uma mulher? Simplicidade, generosidade.
O que você mais aprecia em seus amigos? A paciência e a disponibilidade.
Qual a sua idéia de felicidade? O sorriso daqueles que amo.
E o que seria a maior das tragédias? Perder as pessoas que amo.
Quem você gostaria de ser se não fosse você mesma? Uma hippie.
E onde gostaria de viver? Na praia.
O que queria ser quando criança? Primeiro...gente.
Depois a Angélica.
Finalmente veterinária. Conclusão trágica: Não fui nenhuma destas coisas.
Quais são suas cores favoritas? A que combina com o meu humor!
E o seu desenho animado? Cavaleiros do Zodíaco!
Quais são seus escritores favoritos? Fernando Pessoa, Nietszche, Vinicius de Moraes!
E seus artistas da música? Depende do momento.
Quem é seu herói de ficção? Indiscutívelmente o Homem-Aranha!
Qual o homem da sua vida? Pode ser dois? Papito e Babi(Davi).
Qual são suas palavras favoritas? "Sempre", " Te amo"
E as que você mais detesta? "Nunca", "Talvez"
Quais dons você gostaria de possuir? Poder me comunicar universalmente e ler pensamentos(ainda que seja melhor não saber!).
Tem medo da morte? Tenho medo de não viver o que tem de ser vivido.
Que defeito é mais fácil de perdoar? Qualquer um que seja reconhecido.
Qual é o lema da sua vida? Poderia ser dois? " O tempo traz em si a eternidade" e a teoria haraclitiana do devir: "Tudo flui".
Com o que você gasta mais dinheiro? Com comida, é claro!
Qual é a sua viagem preferida? Qualquer uma se a companhia for excelente.
Onde e quando foi mais feliz? A cinco minutos atrás quando minha cadela descobriu que podia se olhar no espelho. Dei boas gargalhadas.
Qual é sua ocupação preferida? Escrever.
Qual seria a primeira coisa que diria a Deus caso o encontrasse? " Ainda tenho cinco minutos?"
Quer se casar? Não agora.
Deseja ter filhos? Quantos puder pagar.
Um animal de estimação: NINA
Quais são as partes do corpo masculino de que mais gosta? Olhos, nuca e dedos.
Cuidados estéticos do qual não abre mão: Creme sem enxágue.(não existo sem ele!)
Um fetiche: É sério?? Claro que não vou falar...
Uma atividade física: Nenhuma.
Um prato que sabe fazer: Qualquer um que tenha receita.
Um prato que adora comer: Temperado pela fome...qualquer um.
Uma invenção tecnológica sem a qual não vive: Relógio.
Um motivo de arrependimento: Não ter sorrido mais do que podia.
Uma saudade: Ver o mundo com os olhos de criança.
Uma brincadeira de infância: Bater nos garotos!(era muito boa nisso)
O primeiro beijo: Molhado demais, apressado demais e sem gosto demais.
O último beijo: Completo.
Uma mania: Como só uma??? Tenho milhões.... talvez perguntar as horas seja a mais irritante.

sábado, 3 de maio de 2008

.Cinzalilás.

O fim de tarde tinha uma cor da ausência de há muito tempo. O percurso São Pedro-Ininga estava de uma cinza-lilás-laranja nostálgico. Eram quase seis e num rompante de silêncio me desloquei pelo caminho de alguns quilômetros.
Era fim da tarde e o Sol brincava de iluminar uma parte das nuvens que se amontoavam sobre os resquícios de azul piscina do céu de maio.
Foi assim que vi.
Foi assim que senti.
O fim de tarde de maio que há muito eu não via.
Pensei em visitar alguns amigos e enquanto mergulhava no verde vivo da Cajuína me perdi nas listras brancas de um chão negro. Estava com preguiça de falar. Não seria uma boa companhia.
Dirigia....mas não sabia exatamente para onde. Desejei dirigir por quilômetros enquanto o Sol se punha e o resto de luz ofuscava a minha visão morta.
Morta pelos pensamentos....
Se tivesse batido o carro teria valido a pena. O cenário era perfeito. O estado de transe inconfundível.... Desejei novamente ver o mar. Imaginei aquele pôr do Sol do Coqueiro...aquele fim de tarde de maré cheia...a areia grossa nos meus pés.
Tive saudades.....saudade de uma tarde....afinal...hoje é sábado?!





"That thing, That thing, that thiinngg...."--> Lauryn Hill impregnou!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Curto feriado.

O feriado foi curto.
Menos de 24 horas acordada.
"Expulsa" do boteco.(que coxinha maravilhosa!)
Dor de cabeça do Gim.
Enjôo do Gim.
Memória deletada da última meia-hora de conversa.
Amanheci na rua.
[Anoiteci na cama ouvindo " Doo Wop (That Thing)"].

____Desejei pela eternidade ver o mar.....Sentir a brisa do mar. Dormir na praia____
Acordei e estava na "minha" cama do meu irmão (entendeu?). E o mar estava a, no mínimo, uns 340 km.
Lembrei do Gim. Perfume. Meu estômago se embrulhou novamente.
Fiz xixi umas duzentas vezes.
Sorri da Ceiça e da sua conversa na cabine de depilação. Como seria o arrancar de pêlos se aquela baixinha não fizesse piada das genitálias femininas? Trágica comédia feminina!
Comi brigadeiro com sorvete.
Dormi cheia.
Estômago cheio.
Mente cheia.
Vida cheia.