quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Pirando.

Sistema imunológico se despedindo de 2008.
Então esta possivelmente - e desejavelmente! - é minha última enfermidade do ano.
Nada de queridos presos por duas semanas.
Espero que não tenham sentido a minha falta.
-Duas semanas mais feliz.
Gripada.
E o Natal já é na próxima semana????
Se não vai nevar, pelo menos a chuva já chegou.
Férias?
Só em 2009.
["Pseudo-férias"]
A minha balança ainda me olha de ladinho.
Próxima semana me entrego a esta tola.




[papai noel]
hohohohohohoh.




Lunática.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

coisas afins.

Dando um tempo por aqui.
Talvez por falta de palavras.
Ou até mais provavelmente pela falta de tempo.
Sim, claro.
Estou sendo abduzida pelo concreto que me cerca.
Mas, enfim já começaram as chuvas.
E eu nem entendi o porquê disto.
Não é cedo, claro.
Mas inconfundivelmente o ano passou mais rápido do que o comum
Com o tempo esta sensação será mais do que recorrente.

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Balança


Comprei uma balança.
Na loja de nada com lugar algum.
Era uma balança.
Apenas uma balança.
Sem cor, gesto, forma ou modo algum.
De frente, uma balança.
Enfim, balança.
E olha ela ali a dois metros da lucidez.
Rindo medidas ao freguês.
Soprando versos inusitados
Sonhos abafados.
Dias de sol e chuva.
Ela diz baixinho.
Sussurra de mansinho,
E cobra seu peso.
Então não fuja de mim.
Seja assim.
Uma medida para cada coisa.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Indo....

Devagar.
Ele fecha os olhos quando ri.
Olha em cada milésimo de segundo.
E assim, com tanta pressa.
Atropelo-lhe os pés.
Prendo-lhe as mãos.
-Que na verdade nunca estarão presas.
Com a pressa angustiante.
Por cada metro quadrado de si.
Então lá vou eu de novo.
Inquietantemente burra,
Afogando-me em lágrimas compulsórias.
Sem nenhum método previsível.


quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Jack.

Subliminarmente falando?
Não há nada de subliminar nisto.....
E sempre há quem creia o contrário.
Como quando chega sorrateiramente em meus sonhos.
E repetidas vezes este fato se sucede.
Uma bússola errante em busca de lugar algum.
-Talvez a mesma do Jack Sparrow.
As palavras que lhe cedo são sempre as mesmas.
Modus operandi inequívoco.
Descabeladamente acordada.
[Antes das seis]
A lembrança de uma mesma visita.
Aonde se quer chegar.
Então, nada mais: "Bom dia, flor do dia!"

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Sangue.

Falando de si.
Rosa nas mãos.
A veia que lhe salta o pescoço.
Então, exatamente ao som de carros.
Cabeças recostadas sobre poltronas de fibra.
[A mesma de todos os dias]
Por detrás de vidros embaçados.
Um cinza abafado lhe escorre o pensamento.
Não são as cores que lhe sufocam.
Nem o bilhete que não fora deixado sobre a cama.
É a angustiante espera que lhe rouba o sono.
-Derrama seu sangue.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A vi.

Ela vê todos os dias.
Por detrás de vestidos.
Um imenso Sol.
-O mesmo que lhe cega os olhos.
Ainda dobra as palavras.
Elas não eram lilás, nem mesmo negrito.
Só palavras;
E nem se sabe o que se quis dizer
[Ele sabe como fazer]
O tempo é seu aliado.
Então caminha assim mesmo.
Tropeçando nos seus dias,
Derrubando móveis velhos,
Afundando seus pés.
-Na lama que lhe convém.

sábado, 29 de novembro de 2008

De dia.

Minha inquieta mente não me permite sequer comer um cachorro quente sem pensar em como ele poderia ser maior.
Ñão é o mundo que é complexo.
Confesso! Eu complico demasiado as coisas.
E não consigo me concentrar nem por um segundo nos afazeres mecânicos que conduzem o nosso dia.
Uma inquietude mental irritante.
Então, penso no que é, no que pode ser e no que está por vir.
Sem a certeza de que alguma destas coisas irão acontecer.
Isto me basta nesta implicância diária com o tempo.
Confabulando gestos, palavras, sons e cheiros.
Incessantemente buscando o que não se sabe, o que talvez nem se queira saber, o que não existe.
E eu ainda nem escovei meus dentes.....