sábado, 21 de agosto de 2010

Um mês, talvez.

Ela está para chegar
Céu azul,
Tons pastéis
Calor de setembro.
Mãos desajeitadas
Qual a cor de seus olhos?
O sabor do seu sorriso?
Ansiosa espera
Neste mundo que por muitos nem é mais
Conseguiremos nós lhe poupar alguma dor?
Certamente não.
Mas neste meio tempo
-Construímos, em nós, um castelo de amor.
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sábado, 14 de agosto de 2010

11 de agosto.

Muita coisa tem mudado
Nestas horas impropriamente adequadas
Lembro das carteiras verdes
Borrachas escritas
E a lembrança de algo que ainda sequer existia

Sim, eram apenas os sonhos
ou nem mesmo isso
Era só o desespero de quem acaba de descobrir
Que as coisas não acabariam ali
Você pode ter certeza dos seus caminhos
Ou inadequadamente trilhar outros rumos
Contrários, dispostos, paralelos
É o tempo, meu caro.
Caro tempo, meu.
Tempo caro
Quanta ansiedade consumível
Quanta generosidade neste caminho...
Encontrei
Pessoas, palavras, gestos.
Olhares, mentiras e restos
E tudo o quanto hoje faz parte de mim
Ah, as conquistas
Sim.
Elas.
Tão de tantos
Quanto minhas seriam
Não é excesso de gratidão afirmar
Que eu nada seria sem aqueles que me amam.
Persisto
E nisto está meu mérito.
Acredito.
E ao fazer isto me entrego.
Então nada disso seria plausível
se este caminho fosse deserto.
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Feliz, completamente feliz.
Meus caminhos estão sendo iluminados
E a minha dívida com os céus cada dia maior.

domingo, 11 de julho de 2010

ansiedade.....

Porque quase somos aquilo que sonhamos
Quando exatamente queremos ser
Apenas o que somos.
Nesta imensa ansiedade
Há muito mais a ser feito
Quando o que se está a fazer
Ainda não é o melhor que podemos
Não há dúvidas,
Nem desperdício
Em pensar que tudo o quanto ainda está por vir
É apenas o que já vivemos.
E somos partes nesta história
Autores das nossas derrotas
Vitórias
Glórias
Tudo quanto deve chegar.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Israel.

[Que culpa temos nós?
Toda culpa do mundo...
Fechamos as portas que nos unem]
Penso nele todas as manhãs
A espera do toque na campainha
Não me poupem as lágrimas infiéis
Ele é feliz
Tal qual um dia poderá ser atacante do Flamengo.
Lhe dêem sonhos, eu suplico!
Não haveremos de privá-lo de suas dores
Como a magreza que lhe consome
Os pés calejados, cansados.
O rosto manchado
Pele amarelada
-Infância roubada.
Um abraço apertado e nós somos únicos no mundo.
Amor.
Simplesmente amor
E uma vontade incontrolável de tocar o coração de quem escorre por nossas mãos.
Meu menino
Dono de minhas lágrimas aflitas
Incertezas escritas: que futuro terás?
te acolho hoje querido.
te dou a minha mão.
o meu amor
o meu carinho
o meu sorriso
Mas quero muito mais de você
Quero ver um dia você poder comprar uma pizza, jogar bola na grama, tomar sorvete e comer morangos.
Quero ver esse seu sorriso tímido crescer em todos os corações.
Sim.
Somos culpados em alto grau por nossa imensa omissão
E agora, a esta hora, a minha única preocupação é se você dorme com algum cobertor.
Dorme querido,dorme.....
Amanhã a gente inventa uma nova vida.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Cara leitora da madrugada....

Ah minha pequena,
Se eu pudesse.....
Arrancaria do seu peito como uma prece
Tudo aquilo que não te faz bem.
As suas noites mal dormidas
Seus rompantes suicidas.
Sim.
O suicídio de tudo aquilo que você buscou.
Porque neste caminho, baby.... você está se deixando para trás.
Não me venham dizer que existe uma prévia solução para tudo o quanto ainda está.
Ninguém tem a fórmula certa.
Nem mesmo o tempo aliado das horas incertas é capaz de lhe dizer algo concreto.
A ninguém foi dado o dever de não errar.
Somos assim.
Inconstantes, incoerentes, amantes.
Cultivamos o amor que nos foi dado
Os sonhos guardados
As incertezas constantes.
Não há nada a ser feito senão o que só você poderá fazer.
E talvez por não saber.... não esteja sequer errando.
Nesse turbilhão de sentimentos que adormecem em seu peito.
Está você.
Lá no fundo.
Só você.
Onde sempre deveria estar....
Sorrindo, falando, contando histórias.
Ninguém faz mais mal a nós do que nós mesmos.
Principalmente quando deixamos de lado tudo aquilo que sonhamos.
Quando fazemos qualquer coisa que contradiga os nossos planos.
Não sejamos escravos das malfadadas certezas que nos acompanham.
Façamos o possível
O impossível.
Por tudo aquilo que acreditamos.
A sua maior resposta está dentro de você.....
E ninguém poderá lhe mostrar isso.

terça-feira, 25 de maio de 2010

fé.

Fico pensando, nostalgicamente....
Se são apenas os anos que passam ou nós passamos também pela gente?
Há um tempo atrás.

Há muito tempo atrás.

Provavelmente a um segundo atrás, nem a certeza de que este minuto chegaria eu poderia ter.

Meus caminhos são novos.
Tal qual todos aqueles que já percorri.
E se me indagam tamanha felicidade
, respondo sem vaidade: Fui eu quem construí.
Sim.
Me convenci disto.

Não me façam mal.... acabarei esquecendo o mal feito.
E tenho uma predisposição nata a esquecer os maus momentos.

Eles nascem e morrem em mim.
Não sou a pessoa mais feliz do mundo - não caberia a mim este título.
Tenho altos, baixos, altos e baixos.

Mas quando estou no topo.. finco a minha bandeira.

Repito incontrolavelmente: nasci para ser feliz.
Na certeza que alguém lá em cima escuta as minhas orações.
Me mantenho em pé, com fé.

Sou a maior crítica de mim mesma.

E acabo cobrando de mim demasiadamente.

23 anos....

Formatura.
Exame da Ordem

Chegada da Maria Clara
Casamento.
A saudade que vai chegar da minha sempre casa

A vontade de ficar na minha nova casa.
Desemprego (oxalá que dure pouco!)

Enfim.... vivendo um dia de cada vez
Contando sempre com os que esbanjam amor.....
Quando estamos juntos nenhum caminho é tão grande que os nossos pés não alcancem.
Graças a meu bom Deus, sempre tenho com quem compartilhar esses momentos. Obrigada por mais esta volta ao Sol!!!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

2010.1

É estranha a sensação de chegar ao fim.
o fim que nada mais é do que um começo.
Algumas portas fechadas
Outras janelas abertas
Caminhos novos.
Velhos caminhos
E o que seria de nós sem esse recomeço?
Olhei para os meus companheiros...
O que será de nós amanhã?
O que nós pensávamos que iríamos ser a alguns anos atrás?
O tempo se esvaiu entre as nossas faltas
entre as faltas daqueles que deveriam estar presentes
Há muito tempo no novo começo.
Nós já somos o futuro que acreditávamos ser.
Somos o presente.
O instrumento daquilo que desejamos.
Maiores do que tudo aquilo que nos diga o contrário.