quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Esta velha pressa....

Um dia.
Um instante qualquer.
A vida olha os passos de meus pés cegos.
Um dia apenas.
Exatamente como algumas horas a mais.
-A vontade de tudo.
E a pressa pelo agora.




[BRÓ]

O calor está terrível.... a paciência menor do que um grão de mostarda. E esta irritação sem dono, meio bandida nada mais é do que aquela miragem no asfalto. Já perceberam como tem tido água no asfalto? Isto é um mau sinal para minha massa cinzenta.
Calor+TPM+Enxaqueca+UESPI = coquetel molotov.
Por onde anda o mar?

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Escada.

Quanto a tanto.
Me permito dizer.
Que nada tenho calculado a este respeito.
Embora tenha sim tentado controlar.
Talvez alguns planos perfeitos.
E a crença de que tudo pode ser tão lindo.
Sabendo que o contrário também se opõe.
Então esta velha mania tem se perdido entre as frestas das portas que se abrem.
Se dissipado nas noites tão bem dormidas.
E muito bem acordadas.
Sobre palavras tão humanamente falhas.
Projetos são divididos.
Na certeza de nada.
Na vontade de tudo.
-Minha escada para o infinito.

Na casa dela.

A morte veio promiscua e insana.
Derramando atrás de si algumas muitas lágrimas.
Refletida no som baixo de sussuros de amor eterno.
E visitando a mesma morada.
Ela estava ali silenciosa.
Observado os presentes.
Talvez escolhendo seu próximo passo.
E não é cruel assim.
Ela está nos cantos das salas.
À espreita de um qualquer desavisado.
De que a vida é assim tão frágil e tão simples.
Como os sonhos que carregamos em si.
E quantos consolos ainda vamos dar.
Antes de saber que um dia um de nós o receberá?
Sem saber quando será.
Que esta infame vem nos visitar?
É só ao tempo que podemos dar esta velha tristeza.
É só a nós que podemos legar tamanha certeza.
Por que as palavras recebidas se dissipam no vazio que os dias trazem.
E ninguém tem a palavra certa.
Só Deus sabe disto.








terça-feira, 16 de setembro de 2008

Abraço.

Eu não pude enxugar as suas lágrimas.
E esta distância tão antiga quanto o tempo.
Me aperta o coração.
Por não poder lhe dizer ao pé do ouvido.
Alguma graça talvez sem graça.
Que lhe arranque um sorriso.
Ou lhe diminua esta dor.
Então fico aqui sentada.
Com estas mesmas velhas palavras.
Enviando minhas melhores energias.
Como a única forma de dizer a você que estarei aqui.
Sempre aqui.
A qualquer hora e dia.
Esperando ansiosamente para poder te abraçar.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Palavra.

Quando a sua voz perpassa algumas paredes.
O som dos seus lábios dizem aquilo que há tempos é dito.
E muitas vezes não ouvido.
Mas insistentemente ela tem fé.
E isto me enche os olhos de lágrimas felizes.
E contemplo sua força e seu riso.
Então empresto-lhe meus ouvidos quase céticos.
E burros
Àquela velha lição tão nova....


“A vós que me escutais, eu digo: Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam. Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica. Dá a quem te pedir e, se alguém tirar o que é teu, não peças que o devolva. Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Até os pecadores amam aqueles que os amam. E se fazeis o bem somente àqueles de quem esperais receber, que recompensa tereis? Até os pecadores fazem assim. E se emprestais somente àqueles de quem esperais receber, que recompensa tereis? Até os pecadores emprestam aos pecadores, para receber de volta a mesma quantia. Ao contrário, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus. Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será posta no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”. Lucas, 6, 27-38.



E Deus é tão bom quanto a vontade de ter um amanhã.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Vai saber...

Adoro tudo o que é seu.

Cada segundo de suas frases.

Seus olhos indescritíveis....

E eu nem sabia disso.

Ou soubesse com a ignorância de quem prefere

Não ver.

Não ter.

E durante certo tempo foi importante esta distância.

Estes medos.

Um meio para este fim.

Tão assim.

Especial a cada dia.

Único a cada momento.

E isto ainda nos dá um medo cruel.

Por toda a história que nos compõe.

E que nos exige uma paciência mais do que espetacular.

Então deixa estar.

Uma hora talvez acredite.

Que é mais do que imagina.

E tem mais do que crê.


A sabedoria dela.

Debruçada sobre uma pilha de roupas na madrugada.
A água furtada.
Nenhuma lágrima lhe cobria os olhos.
[Ela não sabe que alguém lhe olha assim.]
Então estava tudo quase tão bem quanto algum tempo atrás.
Porque tudo isto é quase novo, mas previsível.
Como a sua oração todas as manhãs e aquela velha tentativa de catequizar qualquer destas pobres almas que a ouvem baixinho.
Sussurrando versos e orações.
E ela sabe com fazer isto.
Sabe de tudo isto.
Mas prefere o conforto de suas palavras e de suas certezas.
Nada além da sua velha esperança, sua filosofia acadêmica...
E seus ouvidos surdos.