quinta-feira, 17 de abril de 2008

.Branco.

Eu a ouvi ainda quando estava fora e algumas gotas já começavam a cair. Deitei próximo à janela fosca que se confundia ao branco do céu. As lágrimas de chuva molhavam as folhas do meu velho cajueiro de cupins. Eu saí dali por um instante, mas também continuei ali.... a vizinha ainda cantava concomitantemente com o Evanescence. Será que ela sabia que meus pensamentos fluíam em sua voz?

Pensei muitas coisas... viajei por alguns lugares e adormeci na minha inquietude.

A náusea é insistente.

Não há nenhuma resposta.

Nunca existirá.

Ainda assim eu saberei que poderia ter feito diferente.

Ou não.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

[...Apenas mais uma de amor....]

Will You Still Love Me Tomorrow

Amy Winehouse

Tonight you're mine completely
You give your love so sweetly
Tonight the light of love is in your eyes
But will you still love me tomorrow?

Is this a lasting treasure
Or just a moment pleasure
Can I believe the magic of your sight
Will you still love me tomorrow?

Tonight with words unspoken
You said that I'm the only one
But will my heart be broken
When the night meets the morning sun?

I like to know that your love
This know that I can be sure of
So tell me now and I won't ask again
Will you still love me tomorrow?

Will you still love me tomorrow?
Will you still love me tomorrow?...






É a roda da vida......

[Vida Louca.]

{{Pé no chão}}

domingo, 13 de abril de 2008

km 0

A noite foi péssima.
O sono perturbado.
O rosto corado de sol.

!.Once more.
.More and More.
.What is more.
.No more.!
{Até onde???}

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Lá se foi.............................

Me incomodou ver 630 fugir. Mérito é mérito. E isto eu não tinha.....
Depois disso, e um pouco por isso, fiquei com aquela sensação de que tinha engolido um ovo e ele ficara preso em minha garganta por dois dias ininterruptos. Por mais que eu tentasse deglutir levava uma rasteira das minhas lágrimas juvenis. Lágrimas da alma....ou da TPM? Não deu para saber. Só me irrita profundamente esta velha TPM desgraçada, antipática e inútil que me dá preguiça, sono, fome, excesso de "chatice".... Ab que o diga. Nesses dias....mamãe me pergunta seriamente: "É melhor se trancar no quarto, não?!"
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Hormônios, por favor:" - Acalmem-se porra!"

terça-feira, 8 de abril de 2008

.Torcicolo.

Eu deito no meu travesseiro incômodo mas já nem sei se ele incomoda ou minha cabeça é que está deveras pesada. Não sei. Preferia saber.
Enquanto vago pela "menina..." busco um sono que não vem de graça. Antes ele leva todos os meus pensamentos e não esqueço do picolé de morango daquelas férias e de tudo quanto mais me deixou assim. Alguma coisa mudou. Alguma coisa há muito tempo queria mudar. Fico a noite toda irrequieta e não me sai da cabeça......................Onde pôr a cabeça??? Já nem sei mais...

.Paciência é um dos meus
objetos de inveja.

sábado, 5 de abril de 2008

A companheira inadiável.

Mais uma vez vi a morte, enquanto a " Menina que roubava livros" tentava me convencer.
Três olhos azuis da cor do céu de junho; agora resta apenas um - aberto.
Eu vi as placas pretas e amarelas se somarem ao dilúvio de pensamentos e contei as cruzes espalhadas pelo acostamento de quase 250km. Será se ele estaria dirigindo ou pensando naquele tempo eterno? Foi o que pensei. Mas não ousei perguntar.
De vez em quando o silêncio era substituído pela característica conversa fiada dos Neivas, herança legada a gerações. Não produzi lágrimas. Chorei por dentro.
Aquela casa velha de dois séculos ainda tem sim o cheiro acre de seus cobertores e fico imaginando quantos risos ou lágrimas se escondem por trás de tantos anos. Quantas brincadeiras à mesa...quantas noites mal dormidas...quantos sonhos que se dissolveram... É ali onde estão os meus mortos. É ali que começa a minha história.
Do canto da sala salmão, a poucos quarteirões do casarão principal, as lágrimas eram ininterruptas e o cheiro inconfundível. Havia ali uma parte do início e um semblante do fim. Pela porta que a Morte entra a felicidade sai. Só depois de alguns mortos encarei aquilo com a naturalidade devida. Meu coração estava a mil. Mas não era só por isso.
Lembrei daquelas férias que mais parecem fotografias de um filme antigo. Aquelas lembranças guardadas com o sabor de picolés de morango. Nem mesmo um resfriado podia impedir. O segundo par de olhos azuis era doce. Guardava no olhar o sofrimento de uma vida que de fato não acompanhei, de perto.
Me aproximei das lágrimas e dos crisântemos. Só desejei poder ver novamente aqueles olhos azuis. Eles estavam cerrados. Sabia que nunca mais ofereceriam um picolé de morango. Me confortou a idéia de ainda haver um par.
Voltei daquela terra e cá estou viva. O bastante para poder não estar amanhã. Mas o que importa mesmo é hoje.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Ô chuva boa!

Êta chuva insistente que cai nesta janela fosca!! Para quem está acostumado àquele Sol de rachar, tenho sentido um frio que vem lá da espinha e uma preguiça de muito tempo atrás. Nada de disposição! Viva ao ócio e à oportunidade de pelo menos uma vez no ano sentir o luxo destas gotinhas milagrosas!
Depois daquela prova de estágio macabra nada me resta do que me recolher à minha insignificância e apelar para todos os santos para que os avaliadores encontrem 6 míseros pontinhos naquelas mais de 40 linhas.
É esperar e ver o que vai sobrar de mim!!!