Sem preciosismos...
Como o vento leve que tem nos levado nestes dias quentes
Independentemente daquilo que lhe dá fé
Sinto a brisa...
Como uma mão branda que nos guia e nos surpreende
Sempre que acreditamos que tudo está perdido
Nos surpreendemos com um sorriso sincero
De quem não precisa de óculos para enxergar o coração do outro
Na mansa e pacífica tentativa de dizer a nós mesmos o quanto somos pequenos
Diante da grandiosa generosidade que lhe pertence
Somos sim, marionetes de nós
Quando relegamos ao acaso
Aquilo que se sobrepõe à nossa vil capacidade de entender
O que não precisa ser entendido
Sutilezas
Tal qual a certeza de que nada disso seria possível sem isto
Não é gratidão que me move
É a comoção com o que não há de ser entendido
merecido
pedido
esclarecido
Um elo perdido na imensidão de tudo
E a brisa que repousa sobre nossos caminhos......
Só tem um nome: Deus.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
60 dias
Quando se está a 60 dias do grande dia, forçadamente algumas coisas nascem em você.
Tal qual como tantas outras vezes você teve o medo de não chegar lá.
Pessoalmente, talvez esta seja uma das maiores realizações na vida de alguém
Mas não sejamos tolos
Existem pessoas que não sonham com este dia
E o que não está nos nossos sonhos não faz parte de nós mesmos
Eu tive um sonho
Um dia qualquer no passado
Em que casaria, teria filhos, seria feliz
Afinal, ninguém gerencia frustrações nem infelicidades para si mesmo.
Mas sonhos abstratos são apenas sonhos
Então você percorre caminhos em que tem certeza de que está no caminho certo
E a sensação de segurança que sentimos quando acreditamos nisso nos faz crescer como pessoas, pois nos impulsiona a seguir adiante.
Não sejamos injustos com quem nos ensinou ser o que somos.
Certamente há algumas pessoas que percorreram este caminho
Pessoas significativamente importantes que nos ensinaram a ter paciência com as diferenças, perseverança com o que acreditamos e ternura com os que nos rejeitam
O amor antes de se expressar
Se constrói dentro de nós mesmos
Chega um dia, um belo dia em que estamos prontos para o amor
E isto não se dá de modo consciente, previsível, calculável.
Não se ama mais, nem menos
Ainda que estes conceitos confortavelmente nos console em alguns momentos
Apenas ama-se.
Ou simplesmente não ama-se.
O mais importante disto é que enquanto existe amor
TUDO
Mas TUDO
Vale a pena.
Porque neste momento seguimos apenas os nossos desejos mais íntimos sem nos preocupar com julgamentos ou em parecer ridículos ou domáveis.
Assim o amor nasceu em mim.
Como parte do que eu sou e do que eu sempre quis que fosse
Não de modo preordenado
Mas simplesmente me veio a necessidade de ser feliz.
Agarrei isto com unhas e dentes
E vesti a camisa na busca pela felicidade
Habitualidades.
Repassando mentalmente coisas estranhas
Nem tão estranhas assim
-Na verdade, entranhas.
Sim. Exatamente isto.
Não é a insuportável constatação de que vez ou outra isto acontece
É a incrível falta de sensatez que me adoece.
Mas... e por que acontece?
Não... definitivamente o universo não conspira contra
Há sim algum problema em ser assim.
Talvez de uma forma ou de outra você incomode alguém
-As pessoas incomodam, se incomodam e ficam acomodadas.
Certamente incomodo - demasiado.
O porquê de tanto incômodo?
Se já tivesse descoberto talvez não fizesse esta mesma pergunta
Deve ser basicamente algo bem simples
Há diferentes pessoas que se submetem a fazer coisas semelhantes
E nem mesmo estas semelhanças são capazes de uni-las
O improvável
O escusável
O invencível.
Não.
Apartidariamente não é inveja o que move as discordâncias ou divergências
Aos intitulados invejados, aí está a sua sentença:
A pobreza de seus pensamentos e a falta de complexidade da sua percepção habitual da humanidade lhe faz crer que alguém quer ser você.
Sim.
Há algo bem mais complexo que promove as divergências, inseguranças ou até mesmo a arrogância de alguns do que o simples desejo de ser você.
Habitue-se ao fato de que somos mais desengonçados e desagradáveis do que percebemos
A beleza, amabilidade, simpatia e conveniência
São conceitos subjetivos
Saiba que sendo você mesmo não há nada de extraordinário ou excepcional
Uma piada contada por você pode ser engraçada para alguns
E tragicamente ridícula para outros
A regra é a regra.
E a exceção é só a exceção.
Paremos de achar que somos a exceção no mundo da regra.
Somo mesmo a exceção quando não temos sequer a consciência disso.
Irritamos pessoas com a nossa fala, nossos gestos, nossa maneira de rir.
Irritamos inclusive a nós mesmos quando percebemos em outras pessoas características tão nossas que insistentemente acreditamos não ter.
Somos eternamente falhos de percepção.
Porque recebemos a mensagem que nos convém
Que nos agrada
Que nos consola.
Quantas vezes ouvimos algumas palavras e as interpretamos como algo pessoal?
As pessoas são mais impessoais do que cremos.
E sim... muita calma...
Não vá cair no descrédito de acreditar que é a coisa mais importante deste mundo.
Você não é tão bom o quanto espera
Nem tão ruim o quanto crê.
A César o que é de César.
Ao mundo, apenas o que lhe é de direito.
Nem tão estranhas assim
-Na verdade, entranhas.
Sim. Exatamente isto.
Não é a insuportável constatação de que vez ou outra isto acontece
É a incrível falta de sensatez que me adoece.
Mas... e por que acontece?
Não... definitivamente o universo não conspira contra
Há sim algum problema em ser assim.
Talvez de uma forma ou de outra você incomode alguém
-As pessoas incomodam, se incomodam e ficam acomodadas.
Certamente incomodo - demasiado.
O porquê de tanto incômodo?
Se já tivesse descoberto talvez não fizesse esta mesma pergunta
Deve ser basicamente algo bem simples
Há diferentes pessoas que se submetem a fazer coisas semelhantes
E nem mesmo estas semelhanças são capazes de uni-las
O improvável
O escusável
O invencível.
Não.
Apartidariamente não é inveja o que move as discordâncias ou divergências
Aos intitulados invejados, aí está a sua sentença:
A pobreza de seus pensamentos e a falta de complexidade da sua percepção habitual da humanidade lhe faz crer que alguém quer ser você.
Sim.
Há algo bem mais complexo que promove as divergências, inseguranças ou até mesmo a arrogância de alguns do que o simples desejo de ser você.
Habitue-se ao fato de que somos mais desengonçados e desagradáveis do que percebemos
A beleza, amabilidade, simpatia e conveniência
São conceitos subjetivos
Saiba que sendo você mesmo não há nada de extraordinário ou excepcional
Uma piada contada por você pode ser engraçada para alguns
E tragicamente ridícula para outros
A regra é a regra.
E a exceção é só a exceção.
Paremos de achar que somos a exceção no mundo da regra.
Somo mesmo a exceção quando não temos sequer a consciência disso.
Irritamos pessoas com a nossa fala, nossos gestos, nossa maneira de rir.
Irritamos inclusive a nós mesmos quando percebemos em outras pessoas características tão nossas que insistentemente acreditamos não ter.
Somos eternamente falhos de percepção.
Porque recebemos a mensagem que nos convém
Que nos agrada
Que nos consola.
Quantas vezes ouvimos algumas palavras e as interpretamos como algo pessoal?
As pessoas são mais impessoais do que cremos.
E sim... muita calma...
Não vá cair no descrédito de acreditar que é a coisa mais importante deste mundo.
Você não é tão bom o quanto espera
Nem tão ruim o quanto crê.
A César o que é de César.
Ao mundo, apenas o que lhe é de direito.
sábado, 4 de setembro de 2010
Semana que vem.
Talvez você acredite - tão quanto eu - de que algumas coisas não nos farão falta.
E talvez neste momento elas realmente não façam
Mas você vai sentir falta
Nem que seja de saber que não quer aquilo agora
Vai sentir falta.....
Das idas frustradas
Das brigas infundadas
Das falas arrojadas
Dos corredores amarrotados
Das aulas não dadas
Das figuras mal acabadas
Das personalidades dispensáveis
Dos atritos
Das falácias em detrito
Existe algo de muito valioso nisso
Como a saudosa sensação de que isso realmente faz parte de você.
Não foi em vão qualquer coisa que tenha sido
Foi exatamente aquilo que lhe cabia
O que lhe apetecia
E não sejamos ingênuos,
Podíamos carregar qualquer fardo.
Porque só nos é delegado o que podemos levar
Hoje, à margem, olho as águas deste rio incansável
Às vezes perene,
Às vezes inundado
E me permito sorrir: esta saudade é só mais uma de tantas outras...
Porém, a mais inusitada.
sábado, 28 de agosto de 2010
Sampa.
Ao lado
Tal qual nunca deixara de estar
Ainda quando não concordava exatamente com tudo o que a minha santa ignorância fazia
Nem tão santa assim
Apenas,
Ignorância
Voltando uns dez anos atrás....
Ela só era a moça nova na sala.
Linda.
Firme.
Inconsteste.
Guardava nos olhos o mesmo brilho de hoje
E fomos pegas desprevenidamente por algumas circunstâncias.
-Ela confiou em mim
Desarrumamos caixas na mudança
E apenas dois quarteirões nos separavam
Melhor dizendo, nos uniam.
Ela tirou a minha sobrancelha
Me disse para usar cinto (eu odiava cinto!)
Enfiou uma plataforma no meu pé
Me emprestou uma calça cor de rosa ( inesquecível!)
Passou pó, blush, sombra, rímel
Sim... agora eu era uma menina.
E um pedaço dela agora já morava em mim.
O vírus da amizade se instalou.
Foi um encontro.
De almas que se uniram para sempre
Neste meio tempo....
Choramos juntas
Viajamos juntas
Brigamos juntas
Terminamos namoros juntas
Rimos juntas
Sonhamos juntas
Enfrentamos problemas juntas
Fizemos da nossa vida uma nota só.
Porque estar juntas de coração sempre foi nosso maior triunfo
Não precisamos de muitas palavras
Falamos com os olhos, com o coração.
Passamos mais de um mês sem nos ver.
E sabemos exatamente como anda o coração de cada uma
Sem pronunciar nenhuma palavra.
Tive seu apoio.
Dei meu apoio
Exatamente quando muitos diziam o contrário
Defendíamos a nós mesmas.
E hoje, a vida que nos espera é sublime
E nossos caminhos permanecem unidos por nossas almas...
Ver você partir
É saber que você vai voltar com a mochila cheia de novos sonhos
E eu vou estar aqui sempre....
Pra compartilhar tudo o que nós amamos.
sábado, 21 de agosto de 2010
Um mês, talvez.
Ela está para chegar
Céu azul,
Tons pastéis
Calor de setembro.
Mãos desajeitadas
Qual a cor de seus olhos?
O sabor do seu sorriso?
Ansiosa espera
Neste mundo que por muitos nem é mais
Conseguiremos nós lhe poupar alguma dor?
Certamente não.
Mas neste meio tempo
-Construímos, em nós, um castelo de amor.
________________________________________________________
Céu azul,
Tons pastéis
Calor de setembro.
Mãos desajeitadas
Qual a cor de seus olhos?
O sabor do seu sorriso?
Ansiosa espera
Neste mundo que por muitos nem é mais
Conseguiremos nós lhe poupar alguma dor?
Certamente não.
Mas neste meio tempo
-Construímos, em nós, um castelo de amor.
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sábado, 14 de agosto de 2010
11 de agosto.
Muita coisa tem mudado
Nestas horas impropriamente adequadas
Lembro das carteiras verdes
Borrachas escritas
E a lembrança de algo que ainda sequer existia
Nestas horas impropriamente adequadas
Lembro das carteiras verdes
Borrachas escritas
E a lembrança de algo que ainda sequer existia
Sim, eram apenas os sonhos
ou nem mesmo isso
Era só o desespero de quem acaba de descobrir
Que as coisas não acabariam ali
Você pode ter certeza dos seus caminhos
Ou inadequadamente trilhar outros rumos
Contrários, dispostos, paralelos
É o tempo, meu caro.
Caro tempo, meu.
Tempo caro
Quanta ansiedade consumível
Quanta generosidade neste caminho...
Encontrei
Pessoas, palavras, gestos.
Olhares, mentiras e restos
E tudo o quanto hoje faz parte de mim
Ah, as conquistas
Sim.
Elas.
Tão de tantos
Quanto minhas seriam
Não é excesso de gratidão afirmar
Que eu nada seria sem aqueles que me amam.
Persisto
E nisto está meu mérito.
Acredito.
E ao fazer isto me entrego.
Então nada disso seria plausível
se este caminho fosse deserto.
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Feliz, completamente feliz.
Meus caminhos estão sendo iluminados
E a minha dívida com os céus cada dia maior.
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